Alinhado ao objetivo de preparar os estudantes para as atuais demandas globais, o Colégio Santa Marcelina de Botucatu realizará, nos dias 25 e 26 de junho, mais uma edição do evento Santa Mundi. O projeto, que simula conferências da Organização das Nações Unidas (ONU), reunirá estudantes de diversas escolas de Botucatu (SP), do 9º ano à 3º Série do Ensino Médio, com idades entre 14 e 18 anos.
O Santa Mundi surgiu há nove anos, com a proposta de promover aprendizagem por meio de simulações. A professora do Ensino Médio, Roberta Bemfica, uma das responsáveis pelo evento deste ano, reforça a importância de iniciativas que estimulem o desenvolvimento crítico social dos estudantes. “Encontramos nesse tipo de atividade um espaço para que nossos estudantes possam desenvolver criticidade, protagonismo, autonomia e visão de mundo”, comenta Roberta.
Desenvolvimento do projeto
A preparação dos estudantes para participar das sessões e debates começa ainda no ano anterior ao evento, quando são definidos os papéis que cada participante representará durante as simulações. Cada comitê possui seu próprio tema sempre alinhado às demandas mundiais da atualidade.
Neste ano, alguns dos comitês representados serão: Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), Comitê de Desarmamento e Segurança Internacional (DISEC), Humanitarian, and Cultural Committee (SOCHUM), Conselho de Assuntos Econômicos e Financeiros (ECOFIN), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Todo o processo é conduzido pelos próprios estudantes, desde o controle das inscrições até os comitês, países representados e temas debatidos.
Segundo Roberta, a inscrição é realizada diretamente com os diretores dos comitês, também estudantes do Ensino Médio. Após a definição das duplas, dos comitês e países escolhidos pelos participantes, toda organização passa a ser conduzida com autonomia, a partir dos guias de estudo desenhados pelo presidente de cada mesa. “Os professores da área de Ciências Humanas acompanham a elaboração dos documentos de posicionamento dos países para auxiliar os estudantes na contextualização histórica e política dos países representados, conduzindo também fontes seguras de referências para desenvolverem argumentos nas discussões, contribuindo na criação de documentos necessários para se estabelecer um tema a ser discutido dentro dos comitês”, explica a professora.
Além disso, a Coordenadora Pedagógica, Camila Rossi, comenta que para preparar os estudantes, são realizadas pequenas simulações nas semanas que antecedem o Santa Mundi. “Esses encontros permitem que os estudantes vivenciem como funcionam aspectos como organização, tempo e espaço de fala, relações cordiais entre as delegações, respeito à mesa, uso de vestimenta correta, cronograma e demais dúvidas que possam surgir”, explica Camila.
O impacto do simulado para o protagonismo estudantil
O projeto possui diferentes etapas que demandam capacidade de organização, protagonismo estudantil, trabalho em equipe e resolução de conflitos. A simulação, segundo Roberta, é um caminho promissor que pode estimular novas formações. “Ao assumirem o papel de diplomatas, discutindo problemas mundiais e desenvolvendo habilidades de argumentação e negociação, os estudantes ampliam sua capacidade de tomar decisões coletivas”, complementa.
Uma das novidades desta edição será a realização de uma sessão de comitê totalmente em inglês. “O evento impacta diretamente a formação dos estudantes e, consequentemente, a cidade de Botucatu, ao proporcionar oportunidades de desenvolvimento pessoal e acadêmico”, conclui Camila.
Sobre o Santa Marcelina
O Instituto Internacional das Irmãs de Santa Marcelina foi fundado em 1838 pelo Padre Luigi Biraghi, com o auxílio de Marina Videmari, em Milão, na Itália. Dedicada à educação, à saúde e à assistência social, a Congregação difundiu-se globalmente a partir da instituição de colégios, hospitais e obras sociais.
Atualmente, está presente em oito países, espalhados por três continentes, e atua em 17 municípios de nove estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Tocantins.
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