A pouco mais de dois meses do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado nos dias 8 e 15 de novembro, estudantes entram em uma fase decisiva da preparação. Além do Enem, vestibulares como os da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) também se aproximam, tornando a definição de prioridades ainda mais importante.
Felipe Pontes de Brito, ex-estudante do Colégio Marista Arquidiocesano, em São Paulo, foi aprovado em Nutrição na USP, Unicamp, Unesp e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No último ano do Ensino Médio, direcionou os estudos para o perfil das provas que pretendia prestar.
“Comecei a estudar com afinco para o vestibular a partir do início do segundo semestre, priorizando questões-modelo do vestibular da minha escolha e aumentando progressivamente a quantidade de exercícios realizados à medida que a data da prova se aproximava”, conta Brito.
Segundo o professor de Química do Ensino Médio e coordenador do Estação Vestibulares do Colégio Marista Arquidiocesano, Matheus Nahas, nesta etapa, direcionar os esforços pode ser mais eficiente do que simplesmente ampliar a carga horária. “Na reta final, o estudante precisa identificar onde ainda consegue ganhar pontos. É hora de analisar os resultados, reconhecer erros recorrentes e concentrar energia no que ainda pode evoluir até o dia da prova”, afirma Nahas.
Provas anteriores ajudam a entender os vestibulares
Henrique Tosti, de 18 anos, aprovado em Medicina na Unicamp e também ex-Marista Arquidiocesano, concentrou a preparação em exercícios e simulados, analisando os erros para identificar pontos de reforço. “O lugar onde estudei me deu uma base fenomenal. No terceiro ano, o foco passou a ser treinar, refinar e entender estratégia de prova”, afirma Tosti.
Para Nahas, a correção é essencial. “Fazer provas anteriores ajuda a entender a linguagem do vestibular. O erro mostra o que ainda precisa mudar”, explica o professor.
Redação continua entre as prioridades
Tosti também intensificou o treino de redação. “Comecei a frequentar o plantão toda semana. Escrevia e já corrigia ali mesmo”, relembra o ex-aluno do Colégio Marista Arquidiocesano, que alcançou 960 pontos no Enem.
Segundo Nahas, o estudante precisa entender por que perdeu pontos e trabalhar isso no texto seguinte, seja na argumentação, no repertório ou na estrutura.
Descanso também faz parte da preparação
A proximidade das provas pode aumentar a sensação de que ainda há muito conteúdo para estudar. Brito lembra que esse foi um dos desafios que enfrentou. “Parecia que eu estava atolado em conteúdos e que não daria tempo de estudar tudo. Talvez não tenha dado mesmo, mas, ainda assim, deu tudo certo”, conta o ex-aluno do Arquidiocesano.
Para ele, encontrar equilíbrio também foi importante ao longo da preparação. “Vivam, mas não esqueçam da prova. Estudem, mas não esqueçam da vida. Sigam o caminho do meio. Equilíbrio não é sobre não pender, mas sim sobre não cair”, afirma Brito.
O professor Nahas reforça que preservar a disposição física e mental também faz parte da estratégia. “Chegar às provas esgotado pode comprometer concentração, memória e tomada de decisão. A reta final precisa ter intensidade, mas não exaustão”, conclui o professor de Química do Ensino Médio e coordenador do Estação Vestibulares do Colégio Marista Arquidiocesano.
Sobre o colégio
O Marista Arquidiocesano faz parte da rede de colégios e escolas do Marista Brasil, que está presente em 21 estados brasileiros, atendendo cerca de 100 mil crianças, jovens e adultos em 97 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação.
