Democracia em Chamas: evento no Colégio Humboldt relembra 90 anos do incêndio do parlamento alemão

Valorizando a democracia no Brasil e no mundo, o Colégio Humboldt, instituição internacional e multicultural (português/alemão/inglês/espanhol) realiza na próxima quarta-feira, 10 de maio às 19 horas, o evento “Democracia em Chamas: ameaças ao mundo livre no passado e presente”, em memória aos 90 anos do incêndio do parlamento alemão (Reichstag), em Berlim, no ano de 1933, e a queima dos livros em várias cidades universitárias da Alemanha no dia 10 de maio em 1933.

Com a participação de representantes das sociedades do Brasil e da Alemanha em uma mesa redonda, será realizada uma reflexão sobre os desafios atuais da democracia, como por exemplo, o ataque às instituições democráticas no dia 8 de janeiro, em Brasília, e a tentativa de um motim por meio da organização Reichsbürger, no ano passado, na Alemanha.

Janeiro de 2023 marcou os 90 anos de o parlamento da Alemanha ter sido ateado em fogo, ocasião que os nazistas utilizaram como ameaça à nação e pretexto para o início da aniquilação das instituições democráticas e do livre pensamento de uma sociedade plural.

O processo da instalação de poder total culmina no dia 10 de maio 1933 com um evento que ficou marcado pela queima de livros, onde estudantes nazistas em quase todas as cidades universitárias da Alemanha jogaram obras de autores como Karl Marx, Sigmund Freud, Thomas Mann, Stefan Zweig e Erich Kästner em fogueiras gigantes, como se esses autores devessem ser eliminados do povo alemão

Debate
Os convidados que participam da mesa redonda são Mathias Makowski, diretor do Goethe-Institut; a atriz e doutora da USP, Mirtes Mesquita, que vivenciou a censura e perseguição da década 70 na USP; Carolina Marinho, roteirista do filme A Mãe e diretora do Coletivo Estopô Balaio; Ivi Brasil, jornalista e crítico de arte; e o chefe da Casa do Patrimônio do Vale do Paraíba, André Bazzanella, representante do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Eles discutem temas como Entre a censura e a liberdade: o que a arte pode fazer? O que a democracia tem de suportar?; Destruição da arte como um ato simbólico (iconoclasmo durante a Reforma, queima de livros na Alemanha em 1817, queima de livros em 1933); e Thoughts are free – Qual é a sensação de não poder dizer o que você pensa?.

Encenação
Os alunos do Colégio Humboldt farão uma performance sobre a queima de livros de grandes pensadores e filósofos por parte de estudantes nazistas em 10 de maio de 1933. A encenação acontece ao redor do monumento que foi construído na escola contra o totalitarismo, idealizado em 2020 por um grupo de estudantes ao vencerem o concurso do governo alemão Erinnern für die Gegenwart (Lembrar para o presente). O monumento da instituição incentiva a reflexão sobre um passado sombrio da história e a transição para a liberdade e a democracia, para que este capítulo jamais volte a se repetir.

Sobre o Colégio Humboldt
O Colégio Humboldt pertence a uma rede internacional com mais de 130 escolas alemãs no exterior, com excelência acadêmica certificada pelo governo da Alemanha.

Com uma infraestrutura completa, de 60 mil metros quadrados de espaços de aprendizagem, o colégio forma cidadãos autônomos, com capacidade crítica e socialmente responsáveis, preparados para admissões em universidades do Brasil, Alemanha ou outros países do mundo – inclusive por meio do certificado de conclusão alemão Abitur –, além da Formação Profissional Dual.

Da Educação Infantil ao Ensino Médio, no Humboldt os alunos têm contato com diferentes culturas e a oportunidade de aprender quatro idiomas: Português, Alemão, Inglês e Espanhol.