Exigências do mundo contemporâneo: educação bilíngue e internacional, protagonismo dos alunos e estímulo de competências globais ganham destaque

A escolha da escola ideal nunca foi simples e ficou ainda mais desafiadora com as mudanças recentes no contexto global. Em um mundo que exige muito mais do que o domínio de conteúdos tradicionais, a adaptabilidade, criatividade, pensamento crítico e capacidade de aprender continuamente tornam-se habilidades indispensáveis. Nesse cenário, cresce o número de escolas que oferecem uma formação internacional e bilíngue, capaz de preparar o aluno para os desafios contemporâneos.

Sustentadas em uma proposta que vai além do vestibular, hoje as escolas têm como objetivo formar indivíduos completos e preparados para o mundo. Isso significa ir além das habilidades tradicionais: a educação contemporânea precisa estimular competências que permitam aos jovens pensar de forma crítica, resolver problemas complexos, criar, colaborar e se comunicar com clareza. São as chamadas “competências do século XXI”, como orienta a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), cada vez mais indispensáveis no cenário global.

Segundo pesquisa da SOMOS Educação, 76% das famílias têm grande expectativa quanto à preparação de seus filhos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os vestibulares mais concorridos, enquanto 63% consideram muito importante também o desenvolvimento da fluência em inglês ainda na escola. Isso mostra um avanço significativo na procura por uma educação internacional.

Assim, investir em um colégio global pode incentivar a autonomia intelectual e emocional dos estudantes, além de oferecer a eles ferramentas para aprender, inovar e se conectar sem fronteiras. Na hora da escolha, no entanto, é importante que os responsáveis avaliem alguns pontos fundamentais, selecionando uma escola capaz de oferecer uma formação completa. Confira:

1. Qualidade do ensino: Para garantir um ensino de excelência, o primeiro passo está em se atentar à formação e capacitação dos professores. O indicado é preferir instituições que não só contratem bons profissionais, mas também invistam na formação contínua de seus colaboradores, mantendo-os atualizados diante dos avanços e debates educacionais. Em alguns colégios internacionais, por exemplo, parte significativa da equipe acadêmica é formada no exterior e tem acesso a programas avançados de desenvolvimento profissional, algo que fortalece a qualidade e a inovação no ensino.

2. Formação internacional: Além disso, o desempenho em vestibulares dentro e fora do país também reflete a capacitação e a educação dos jovens. Hoje, observa-se uma maior procura por instituições que adotam currículos internacionais, possibilitando que os alunos participem de processos seletivos no exterior e divulgando resultados expressivos em aceitações universitárias em todo o mundo.

É essencial observar se a proposta pedagógica é coerente, atualizada e capaz de desenvolver não apenas o conteúdo acadêmico, mas também as habilidades cognitivas necessárias para a formação integral dos alunos. Algumas escolas oferecem trajetórias completas baseadas em currículos globais, além de parcerias internacionais com instituições de referência, o que contribui para ampliar a formação dos estudantes.

Exemplo disso é o International Baccalaureate (IB), que engloba uma comunidade mundial de escolas com um propósito comum: formar jovens capazes de agir com responsabilidade, empatia e consciência em um mundo conectado. “Com a grade imposta pelo currículo, os alunos vão muito além do conteúdo. Desenvolvem uma mentalidade voltada para o futuro, em que investigam e pensam criticamente para agir”, explica a vice-diretora pedagógica da Beacon School, Lais Chammas de Carvalho.

3. Preparação para um mundo global: Uma formação voltada para o mundo global também envolve o estímulo ao repertório cultural, à consciência social e à vivência prática de contextos internacionais desde cedo, desenvolvendo empatia, responsabilidade e capacidade de atuação em ambientes diversos. Para o diretor da The British College of Brazil (um colégio internacional em São Paulo), Maurice Hartnett, uma boa escola hoje deve oferecer não só excelência acadêmica, mas também preparar o aluno para os desafios de um mundo em constante mudança. “Mais do que conteúdo curricular, uma escola de qualidade precisa estimular a capacidade crítica, autonomia e habilidades socioemocionais dos estudantes. Como educadores, nosso papel é formar jovens capazes de liderar, colaborar e inovar dentro e fora da sala de aula”, afirma Hartnett.

4. Educação bilíngue: Nos últimos anos, a necessidade de um ensino bilíngue também cresceu de forma expressiva. Isso se torna ainda mais relevante considerando que, atualmente, pesquisas apontam que apenas pouco mais de 10% dos brasileiros se consideram fluentes em inglês. Por isso, há um crescimento no número de escolas que oferecem uma formação bilíngue. No Brasil, essa modalidade de ensino tem ganhado força, somando mais de 1,5 mil escolas bilíngues registadas no país, segundo dados do Censo Escolar 2023. Mais do que oferecer aulas de inglês, uma instituição de ensino com uma proposta bilíngue cria o hábito de aprender em inglês. Conteúdos de disciplinas como matemática, ciências e geografia são ensinados também no segundo idioma, de forma natural e contextualizada.

“Um projeto pedagógico que una alta performance acadêmica e bilinguismo, equilibrando o domínio da língua inglesa com a excelência da formação geral básica é o ideal. O resultado dessa proposta de ensino é um aluno que domina as competências cognitivas, comunicativas e socioemocionais necessárias para prosperar em qualquer contexto”, explica a diretora de novos negócios da Start Anglo Bilingual School.  Juliana Diniz.